Apesar de velha....resolvi postar a pescarias realizadas pela Turma do Biguá q estavam no antigo site.
Aqui vai a primeira.
Rio dos Macacos - GO
O Rio dos Macacos, afluente do Rio Paranã, é praticamente um ribeirão, possui uma largura média, que varia entre 03 e 07 metros de comprimento, e uma profundidade máxima de 02 metros.
Em 1986 nosso colega de Turma, João Camargos, conheceu a Fazenda Retiro, onde o rio foge totalmente a regra geral. Durante toda sua extensão, exclusivamente dentro desta propriedade, o rio possui uma largura média de 20 metros, com poços de até 50 metros. Com água parada e de tom esverdeado, os Tucunarés faziam a festa, cardumes com + ou - 100 papa-terras eram vistos do barranco, cacharas, bicudas, bagres, arraias, jurupocas, piaus, cachorras, e várias outras espécies, faziam bonito.
Era proibido pescar com redes, tarrafas, pindas, etc...., o que para época (1986), já era grande coisa. Todos os dias o gerente da fazenda dava incertas no rio no intuito de pegar os pescadores que descumprissem a norma.
Só pescava um determinado número de pescadores, que além da taxa de entrada, deveriam levar 02 mudas de árvore, e só se retiravam da fazenda depois de deixarem todo o seu lixo na sede.
O rio dista 240Km de Brasília, no município de Flores do Goiás - GO. Os últimos 42 Km que antes eram de estrada-de-chão, foram asfaltados em meados de 2000. A facilidade de acesso, a falta de fiscalização dentro das fazendas da região, e o elevado número de pescadores inconscientes, fizeram com que o Rio dos Macacos se tornasse mais um dos rios não esportivos do País.
Antes, onde se fisgava 08 cacharas com 40cm, por noite (todos eram devolvidos ao rio, é claro), hoje só se fisga mandis. Os grandes jacarés, que chegavam a 02 metros, deram lugar aos pequeninos com 60/70 cm de comprimento.
Culpo aqui, também, um grupo do MST (Movimento dos Sem Terras) que acampou na região, por mais de 02 anos, trocando de acampamento depois de destruírem o rio. O pesqueiro que desfrutamos por mais de 15 anos deu lugar as áreas de camping freqüentadas por depredadores de fim de semana.
Deixamos aqui o nosso protesto, e pedimos aos proprietários de fazendas na região, que fiscalizem os rios dentro de suas terras. Todos temos a ganhar, caso contrário, a nova geração de pescadores conhecerá o Rio dos Macacos, repleto de peixes, apenas pelas estórias ou fotografias dos mais velhos.
Até a próxima.....