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Tudo que Kid M postou
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A eficácia das iscas sub superfícies nas pescarias...
Kid M respondeu ao tópico de Kid M em Assuntos Gerais (água doce)
Pois é João Paulo, acabamos reconhecendo diversas preferências "comunitárias", o que indica que chegam próximas de uma unanimidade (menas... menas...). A "Perversa" sempre teve a escolha daqueles pescadores que não tinham muita paciência com as iscas de superfície... Já a Sub Walk ocupou seu espaço e dificilmente deixa de estar presente (9) num dos conjuntos preparados dentro do bote. A Curisco é uma isca que (talvez por nadar mais na profundidade - se assemelhando a uma meia água) se torna muito produtiva. Não usei a RedBull embora já tenha ficado com uma nas mãos (tenho na caixa), mas me parece ser excelente, principalmente para as estruturas de pedra com seu bico mais resistente. A Zagaia Prima sempre andou comigo (passeou muito pela amazônia), mas é uma dessas que funcionam quando "todo o resto" não deu certo. Isca de excelente qualidade e garatéias muito boas (5X). A Rei do Rio nunca usei (parei de comprar iscas há dois anos , agora só com alguma "escorregadinha" ...). Já a Biruta é uma isca sensacional para os momentos de "calmaria aquática", onde o peixe está manhoso. -
A eficácia das iscas sub superfícies nas pescarias...
Kid M postou um tópico em Assuntos Gerais (água doce)
Uma realidade que cada vez mais recebe adeptos da pesca com iscas de superfície. Não estamos fazendo julgamentos de "melhor ou pior" e sim na crescente opção dos pescadores em usarem esse tipo de isca, principalmente quando o peixe demora de surgir. Claro que "o susto" de um ataque em iscas de superfície proporciona é insuperável, principalmente através das iscas de hélice, mas a eficácia dessas iscas de nado errático bem próximo na lâmina da superfície assume um resultado bastante expressivo. São muitas ofertas desse gênero, sendo muito difícil que os fabricantes não as incluam nas suas unidades e/ou conjuntos de pesca. Relacionar algumas delas é um exercício de repetição, certamente conhecido pela grande maioria de pescadores esportivos. Claro que existem diversas outras, mas para meu uso (e recomendação) essas são muito efetivas e dão resultados em qualquer cenário onde haja peixe. A simplicidade como funcionam dentro d'água e a forma de seu nado errático, quase sempre visual com a utilização dos óculos polarizados, são indicações mais que convenientes de serem testadas. Um rápido comentário sobre essas indicações; Sendo RAPALA (matriz na Suécia), já há garantia de qualidade e acabamento. Afunda até uns 40 cm (superfície) e tem na sua composição uma aletas laterais que permitem um nado bem mais interessante. Fatores negativos são as garateias usadas pela versão internacional. Soube que as direcionadas para o mercado tropical já trazem melhores garatéias. Também têm uma versão direcionada ao mar que apresenta anzóis "in line" em substituição às garatéias ! No mar trabalham um pouco mais profundas e funcionam muito bem. Existem modelos maiores, mas o de 9 cm é o recomendado. Cores diversas. Isca desenvolvida e fabricada pela Borboleta, sempre fez muito sucesso nas águas amazônicas, mesmo tendo apenas 10 cm de comprimento. Seu nado é bastante errático e provocante a qualquer predador. Boas garatéias completam suas características de utilização. Tem irmãs menores (Tan Tan - 9,5 cm, Lelé - 7,5 cm) e uma amior (Safada - 12 cm). Nas versões mais recentes, podem ter nado Suspending e serem uma versão silenciosa sem o rattlin (chocalho) - Inúmeras opções de cores A Deconto também saiu em busca de surpreender o mercado (concorrência) e também lançou sua sub superfície, que tem um trabalho submerso um pouco diferenciado das demais, pois tem como característica a possibilidade de ficar quase que parada na profundidade em que deixar de ser tracionada. Feita para uso no Brasil, já está devidamente ajustada para nossos predadores. Tem diversos tamanhos e derivações (hélice, sem rattlin, suspending, etc...) mas a de 11 cm é muito top fabricada pelo Lucky (leia-se Nelson Nakamura) essa isca é mais usadas para locais onde o peixe se encontra mais ao fundo (em relação à superfície), tem um nado sensacional, boas garatéias e uma efetividade impressionante. Também tem "família" com versões e tamanhos diferenciados (60, 70, 80, 110 e 130 cm) sendo algo a ser incluído na caixa (ou sacola) de pesca. Minha opção ainda é a de 110 cm, branca com a cabeça vermelha, mas padrões de cores é o que não faltam. Por fim essa isca da Marine Sports que atende os usuários da "bravinha 7,7 cm" (não menos boa) e que apresenta uma superfície maior dentro d'água, embora apresente um ótimo trabalho de isca de nado errático. Tem um pouco mais de peso, que lhe confere longos lançamentos. Gosto muito dessa versão transparente, que somada ao seu rattlin, gera um grande potencial de sucesso. Com o tamanho de 10 cm, é uma isca versátil para ser utilizada em locais onde há enrosco. Essas iscas foram listadas em torno de minhas preferências e como tal, certamente existirão outras opções com que o pescador poderá ter se "apegado" (e acreditado no potencial da isca) de forma diferente do que indiquei. Há uma quantidade bastante grande desse tipo de isca no mercado. Gosto muito de dizer que "não há nada melhor numa isca, do que a crença de quem a usa que é ótima". Acreditar no potencial da isca usada (independentemente de qual seja) é o básico para o sucesso. -
E isso mesmo Carlos Sommer ! Domingo bom demais com Senna depois de Rubinho ! Tudo de bom ! Essa - como já disse antes - foi uma "semente que vingou". E quanto à sua carretilha, é isso mesmo, ninguém esquece a primeira!
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Apenas no intuito de complementar essa postagem, é preciso lembrar (e considerar) que muito do atual estágio em que se encontra a pesca esportiva deve-se ao "aparelhamento" dos diversos donos de operação, lojas, fórum, Instagram, etc... nessa facilidade gerada pela tecnologia virtual ancorada na internet. A divulgação de antes, feita em impressões físicas ou em filmagens de baixa qualidade (comparadas com a realidade), deram vez ao conceito de muita transparência e interatividade dos interessados no tema, quer oferecendo, quer usufruindo desse produto. Também nessa evolução, a tecnologia não perdoa e já tivemos diversos estágios de integração e participação, principalmente de Grupos de Pesca. Lembremo-nos do tempo em que a visita em lojas físicas era um exercício que nos trazia muita satisfação e um excesso de compras desnecessárias. A tecnologia fez com que a evolução gerasse catálogos de produtos (os da Bass Pro Shop eram o máximo), já superados por acesso específicos ao produtos pela internet, onde é possível visualizar tamanhos, cores, especificações e fazer as compras à distância com enorme eficácia (as empresas de logística avançaram nesse segmento) e mais que isso, passaram a administrar formas de ofertas até então inexistentes, como o E-Bay e mais recentemente os "gigantes asiáticos" com sua capacidade de concorrer com boa qualidade e preços mais tentadores. Não importa mais a "originalidade" dos produtos, pois a geração das cópias é impressionante, cada vez mais apurada e tropicalizada (quando é o caso). Passamos a ter uma oferta de lojas virtuais com extrema eficácia de alcance à clientela e mesmo algumas formas de maior participação com o envolvimento dos "profissionais" no desenvolvimento e criação de iscas diferenciadas e bem focados ao mercado brasileiro (e de certa forma até mesmo ao exterior). Se não superamos os "grandes fornecedores internacionais", certamente os incomodamos. Observamos também a sucessão de momentos ao longo do tempo onde os então "indiscutíveis" geradores de opinião, tiveram que se adequar e/ou buscar um nicho de presença mais apropriado à sua presença e participação. Quem não lembra do Johnny Hoffman com seu boné virado (Momento da Pesca), do próprio Rubinho com seu Pescaventura, o Joel Datena (Coração de Pescador), o Otávio (Pesca & Cia), Nelson Nakamura (Família Nakamura), Eduardo Monteiro (Pura Pesca), entre tantos outros ainda atuantes neste "mercado". Ainda se torna importante agregar nesse exercício de lembranças, o crescimento das operações de pesca em todo o país, principalmente pela oferta de conforto, bons destinos e possibilidade de (em alguns casos) ter um desses ícones mencionados presentes na pescaria. Essas coisas terminam elevando o "patamar" de exigência das pessoas a um nível em que se torna impossível fazer desses dias de aventura algo economicamente viável aos cada vez mais presentes (em quantidade) interessados em usufruir de todas aquelas "coisas" ofertadas no momento de venda. Nos dias de hoje as "reservas" de período já superam um ano de antecedência, muitas delas com a obrigatoriedade de um sinal (30%) de garantia, e os pagamentos mensais do saldo. Entendo, por fim, que esse "processo de adequação", novas formas de presença e participação são inerentes a evolução dos fatos, tecnologias e visibilidade. Sou daqueles que acredita que vivemos num processo de evolução permanente, e neste segmento não poderia ser diferente. Cabe a todos nós (inclusive aos nossos ícones de referência) entenderem ser necessário aceitar essas mudanças, nem sempre as desejadas pelos mais "resistentes", mas sempre inexoráveis. Quantos de nós pensou (lá atrás) ser possível usar seu próprio aparelho de celular num ponto da floresta amazônica centenas de quilômetros distantes de qualquer civilização? De aproveitar a gastronomia como prazer e não preocupação? De fazer o transfer para o local da pescaria em aviões fretados de forma regular? De usar a estrutura do operador sem problemas nos botes e motores no decorrer da pescaria? Tudo isso termina nos parecendo pouco, mas será que é? Imagens apenas de ilustração
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Estive buscando algumas reminiscências desse passado de pescarias que tanto evoluiu no diversos anos (décadas). É difícil estabelecer "o quando", pois desde cedo, a atração pela pescaria se fazia presente ! Ainda criança, a busca de "piabas" (lambaris) sempre foi uma constante, e os córregos da fazenda eram "mágicos"... Vez por outro aparecia uma traíra e até mesmo os jundiás, que geravam uma "felicidade" momentânea - como éramos felizes... De criança para a adolescência as oportunidades de pesca se reduziram bastante, mas sempre que possível, dava um jeito. No convívio de um colega de escola (vivo até hoje), passei a frequentar o bairro da Urca (RJ), e pescar sororocas nas pedras... O material dessa época era - de fato - rudimentar e o "velho Paoli" cumpria sua missão em conjunto com uma vara de bambu Pescaria de espera, com iscas de camarão, sardinhas, peixe cortado, etc... mas sempre fantástica para a alma (sempre saía algo) Ainda na época de finalização de estudos para encarar o vestibular dois fatos marcantes. O primeiro deles foi um molinete Mitchel 300 que me foi trazido da França por meus pais numa viagem que fizeram - tive a sensação de ser o mais equipado pescador do Rio O segundo deles foi ter ido para os EUA onde, como estudante de intercâmbio, desfrutei de moradia com uma família americana com direitos e obrigações semelhantes aos "meus irmãos americanos". Foram 12 meses inesquecíveis no estado do Kansas (no centro do país), na cidade de Wichita que tinha - à época - uns 150 mil habitantes. Tive acesso a tudo, até licenças de caça&pesca! Foi sem qualquer dúvida uma época de imenso aprendizado e visão de um modo de vida bastante diferente do brasileiro. Pescarias com devolução de praticamente todos peixes que não seriam imediatamente utilizados, bem como as poucas unidades de caça previamente estabelecidas na licença (mas não tinha "malandragem", pois parávamos de caçar ao atingir o limite) Acredito que essa vertente de conscientização por parte dos americanos foi algo que simplificou o aprendizado dos filhos. Atirávamos muito, no tiro ao prato e na caça aos coelhos silvestres (considerados como "praga" - o estado era agrícola) Na pescaria, a chegada das iscas artificiais foi algo interessante e que me permitiu aceitar essa forma de pesca, muito produtiva. Voltei ao BR para dar continuidade a minha formação escolar (vestibular à vista) mas com "outra cabeça" no tocante à preservação. Possivelmente pelo "estado de vida", passei a pescar menos (namoradas, festas, futebol, etc...), mas sem sepultar essa atividade. Se passei a pescar menos em água doce, as oportunidades no mar eram mais frequentes, de barco e no corrico com colheres... O interesse pelo tema voltou forte, e as revistas de pesca eram "devoradas" a cada lançamento nas bancas de revistas... Quem, dessa época, não conheceu a Troféu Pesca, Aruanã, Pesca & Cia, Pesca Esportiva, Mundo da Pesca, entre outras. Assistindo pela TV semanalmente o Pesca & Cia nas manhãs de domingo (acho que antes das 10 h), o então jovem Rubens de Almeida Prado fazia "a sua parte" com belas filmagens e o conceito do Pesque & Solte - derivado do Catch & Release americano A perseverança do "Rubinho" em insistir nesse processo de preservação foi fundamental para incutir esses conceitos nos jovens. Bem verdade que não foi mérito exclusivo do Rubinho, embora ele tenha sido esse ícone que é acompanhado até hoje... mas também outros não menos famosos pescadores (Lester, Otávio, Gugu, Genésio, Nakamura, Eduardo, Hoffman e muitos outros) Hoje já existe uma preocupação ambiental na categoria, seja ela de pescadores, seja nos profissionais que viabilizam as pescarias O "refrão" de que "peixe vivo vale mais do que morto" é algo que se observa principalmente nas conversas com os guias de pesca. Claro que os caminhos da pesca tem diversos influenciadores (palavra da moda), através de formas e métodos a serem usados, mas é inegável que se faz necessário reconhecer e agradecer aos "ícones do passado" (ainda atuais) por esse novo patamar.
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Um breve histórico das iscas artificiais na pesca esportiva
Kid M respondeu ao tópico de Kid M em Assuntos Gerais (água doce)
Arcer, não o conheci, salvo por algumas de suas iscas. Não acredito que tenha "material bastante" para falar dele e/ou qualquer outro. Quando o texto permitir, farei alusões aos "desbravadores" de antigamente ! O problema sempre é esquecer de citar diversos deles, mesmo que não sejam tantos assim... -
Um breve histórico das iscas artificiais na pesca esportiva
Kid M respondeu ao tópico de Kid M em Assuntos Gerais (água doce)
Conheço as OCL e Ocambé. As demais ainda não tive oportunidade, mas certamente merecem seu destaque ! -
Desde o tempo das iscas do Faria, ele sim, um verdadeiro inovador e artífice no preparo de iscas artificiais, os pescadores buscaram adaptar e/ou possuir iscas artificiais atrativas que produzissem o resultado esperado numa pescaria planejada. Com o desenvolvimento da pesca esportiva e a amplitude do mercado de fornecedores de iscas mais elaboradas, passamos a ter conhecimento de marcas estrangeiras com muito sucesso nas suas produções. Algumas mais tradicionais continuam disputando um mercado cada vez mais acirrado com marcas mais novas, ou que entraram nessa disputa através da internet. Seria injusto não reconhecer diversos fabricantes brasileiros que sós (ou associados), tropicalizaram iscas estrangeiras de sucesso inquestionáveis, com adequação de garatéias mais robustas, rattlin diferenciado, etc... disponibilizando esses produtos no mercado (de demanda crescente) a custos bem mais favoráveis para os pescadores. Que fique claro que "copiar iscas" sempre foi a maneira mais competitiva de baixar os custos de produção pela ausência de desenvolvimento nesses protótipos. Mas existiram marcas nacionais que buscaram (e buscam) iscas diferenciadas e atendem (quase sempre) os anseios dos pescadores (ou colecionadores de iscas - já estive nesse patamar...). Reconhecer também que através da Internet e viagens internacionais, a busca de "novidades" sempre encontrava um local onde a visita (ou visitas) eram obrigatórias, bem como o gasto de centenas de dólares nas infinitas ofertas das lojas e marcas mais competitivas desse mercado. Estou me referindo ao Bass Pro Shop, que tenho convicção já esteve presente nos anseios de compras de todos aqueles que pescam com iscas artificiais... Preciso também fazer referência àqueles que a despeito de todas essas oportunidades, investem seu tempo (prefiro qualificar como hobby) no desenvolvimento de iscas customizadas, com requintes de acabamento e funções que permitem o embarque de troféus e instantes de pura magia com esses resultados. Alguns desses fabricantes enveredaram para o campo de profissionalização e hoje já apresentam resultados bastante convincentes. A ausência de alguns deles (ou suas marcas) deve ser vista como esquecimento, jamais qualquer demérito.
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Acontece Arcer ! Não é sempre, mas funciona como uma variação ! Valeu Esse esquema de Amazônia está sim, ficando muito comercial, mas peixe não escolhe "marca" e sim a percepção de uma presa, daí o conhecimento do pescador em fazer essa "oportunidade" aparecer para o predador...
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Bruno, A questão desta educação deve-se (em parte) à conscientização dos ribeirinhos e operadores de pesca, certamente "alertados" pelas tendências de preservação do ecossistema. Tudo isso sem contar efetivamente com a presença política dos nossos representantes, salvo pelas medidas demagógicas e eleitoreiras. Implementação de "taxas" sem apresentar o resultado das aplicações das mesmas na comunidade envolvida é um prenúncio de questionamento sem respostas. Diferentemente do Pantanal, a aplicação desses conceitos na Amazônia recebe o "apoio" das comunidades dependentes ao fluxo de turismo, já que a cultura do extrativismo retrata uma parte das dificuldades a serem superadas. A vida segue...
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Uma questão de ALERTA ! Os mais "antigos" (em idade) devem se lembrar os tempos em que os rios do Pantanal eram fantásticos ! Muito peixe e diversidade era a "certeza" de quem enfrentava as dificuldades até chegar nos relativamente poucos operadores. Quando o PANTANAL se tornou a "Meca" dos pescadores, ainda sem o conceito de "pesque & solte", uma "explosão" de ofertas se fez presente,,, Ficaria até contente se isso se restringisse aos "grupos de pesca", mas as indústrias comerciais de peixe fluvial chegaram junto e com força... A vitalidade dos rios que formam as diversas bacias hídricas, foram sendo cada vez mais asfixiadas e o peixe silvestre diminuindo seu tamanho e ocorrência. As frotas de "chalanas" e "barco hoteis" passaram a competir com as pousadas e/ou acampamentos de pesca, cada ano em maior intensidade... Claro que chegou um tempo em que o "peixe sumiu" e grande parte dos operadores de pacotes acumulou prejuízos, quando não quebraram... Como o fluxo econômico dependia - basicamente - da presença de turistas, quer de pesca ou mesmo ecológicos, houve uma "intervenção do estado". Suspensão das indústrias de pescados, diminuição das cotas de peixe, áreas fechadas à pesca, mesmo de pesque & solte, geraram um início de recuperação. Somente agora, passados 30 ou mais anos, é que começamos a ter relatos de boas (ainda que modestas) pescarias na região pantaneira. O ALERTA (hoje), diz respeito à Amazônia, já sob a propaganda de "última fronteira" dos grandes peixes fluviais e cenários exuberantes. Estamos falando de um tempo (25 / 30 anos atrás) em que a estrutura de suporte à pesca emergia nesse cenário de muitas dificuldades. Ainda antes da implementação do pesque & solte como uma política de conservação, as "geleiras" (barcos de pesca) retiravam toneladas de peixe para comercialização - principalmente dos grandes centros regionais - e eram as "indústrias da pesca" com novas formas de presença neste frágil ecossistema. Também é de se registrar que a cada ano, a operacionalização da pesca esportiva (ainda engatinhando) tomava corpo e se mostrava ativa e operacional Novas fronteiras foram abertas, mais turistas estrangeiros apareciam com uma demanda crescente de qualidade nessas águas de pescaria inquestionáveis. O mercado brasileiro também respondeu com diversos fornecedores de iscas, acessórios e tudo que tivesse a ver com "pegar os enormes tucunarés". Senti "na pele" esse impacto quando o barco hotel em que estávamos ficou numa "fila" a espera de abastecimento - certamente uns 20 barco hoteis A lei da oferta e procura é absolutamente inquestionável no que tange o aspecto dos preços praticados nas sempre decrescentes ofertas de lugar Surpreendente contudo era ver a frota e pontos de operação (Pousadas e Acampamentos) crescendo de forma desordenada a cada temporada. Claro que a busca por pescarias mais adequadas à propaganda de enormes troféus, levou (e leva) muita gente a navegar mais tempo que o desejado... Acredito que esse cenário deva corresponder - um pouco - a realidade vivenciada por quem pesca (ou pescou) na Amazônia, em especial no rio Negro. Agora é hora de apresentar um efetivo questionamento a cada um de vocês sobre essa característica de pesca esportiva amazônica. Esbarrar em botes e/ou barco hoteis / Pousadas / Acampamentos em torno do rio Negro e afluentes é uma coisa mais que corriqueira. Época de rio baixo é também época de muitos grupos de pesca e certamente uma pressão que se renova a cada dia / semana com "novos grupos". Teoricamente rio não tem dono, é algo que perpassa municípios e permitem os ribeirinhos tirar parte do seu sustento alimentar... A alternativa é buscar áreas remotas em que ajustes comerciais sejam estabelecidos permitindo apenas que poucos tenham acesso (quase sempre pagos). Hoje já temos um começo de semelhança com o ocorrido no Pantanal, mas nem por isso conseguimos superar nossa desatenção com o tema. Verifico (nos últimos 5 anos) um início de conscientização com os piloteiros interagindo contra a matança (aprenderam que peixe vivo vale mais que morto) Também as adversidades climáticas tem ajudado na recuperação da fauna e flora e isso (seguramente) se tornou num freio benéfico na manutenção... Contudo, aquele que passou um ano pagando (com esforço) seu pacote de pesca + passagens aéreas focados nos dias de fantasia, quer o prometido. Cada vez ocorre menos esse "pagamento"! Os insucessos pesqueiros tem crescido vertiginosamente e quem vai só para pescar, se arrisca a ter esse revés. Apesar das ofertas que permeiam a cada ano as temporadas de pesca, já são incorporados conceitos de "rio privativo e exclusivo" de determinados operadores Mas "pescador que se preza" não consegue ser racional quando se fala de pescaria, seja numa "nova" isca, seja numa nova fronteira a ser explorada Os "filtros" gerados pela demanda financeira desses pacotes se tornam como destino lúdico de quem - de fato - sonha com algo inesquecível ! É sempre fantástico passar diversos dias envolvidos num procedimento de foco comum, desfrutando de amizades e ausência de fiscalização... Fechando o tema iniciado, já paramos para pensar que do jeito que vai teremos um "novo velho Pantanal" nas águas oxigenadas da Amazônia ? Precisa ter política (critérios - se preferir) que possam permitir a manutenção (ou crescimento) dos estoques silvestres para serem atrativos do turismo. Tem muito mais em jogo do que simplesmente "não encontrar o peixe" nas pescarias e precisamos evitar um retrocesso como o ocorrido no Pantanal. Será que podemos acreditar que exista - de fato - o interesse político de tratar desse tema de forma responsável que permita se acreditar (e apoiar) ! Escrevi (para variar) mais do que seria o desejado. Desculpem
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Fala Igor, Esse rio já andou nos destinos de muita gente e ainda há histórico de boas pescarias. Pela sua "proximidade" à Manaus, é um local bastante disputado por Grupos de Pesca. Em compensação, tem uma excelente estrutura de apoio ao pescador. É - sempre - uma alternativa a ser avaliada, principalmente junto a quem tem hábito de ir por lá... Não vai demorar para alguém postar informações mais detalhadas, inclusive com indicação de onde ficar. Boa sorte e Sucesso
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Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 24/25
Kid M respondeu ao tópico de Marcos Ide em Assuntos Gerais (água doce)
Atenção pescadores da Amazônia Há ameaça do acesso fluvial na capital de Manaus ficar seriamente afetado. As perspectivas por lá não são boas, principalmente para aqueles que aguardam a hora de desfrutar dos seus pacotes de pesca. Não se trata mais de navegabilidade, mas do equilíbrio do ecossistema, onde as lagoas ficam isoladas e os barcos perdem o acesso aos seus destinos. Sem querer atrapalhar a quem quer que seja, até por ser um dos que ainda pretende ir nos arredores de Barcelos, é preciso reconhecer as dificuldades. Ainda não chegou ao meu conhecimento algum caso de "cancelamento", melhor dizer "adiamento", mas a temporada de pesca ainda se inicia ! Os gráficos e acompanhamentos realizados indicam que a normalização dessa situação só após muita chuva nas cabeceiras (mas não é época disso). A preocupação maior é com a rapidez com que os níveis descem a cada dia que passa ! Tiraram de fato a tampa do ralo nos rios Negro e Amazonas. Mas, apesar de tudo, permaneço otimista em conseguir superar essa situação, se não na sua totalidade, mas de forma a termos um período de alegrias. Claro que a busca dos grandes bocudos é a "a meta" (sempre), mas peixes menores com equipamentos light também são ótimos de serem embarcados. A "grande verdade" é que muitos de nós já está na "contagem regressiva" para seguir até Manaus e de lá para seus pontos de pesca. Usufruir da oferta gastronômica da Amazônia é algo que ajuda a compensar "as perdas" (sejam elas quais forem). Desfrutar dos amigos e parceiros que também manifestam suas apreensões e ansiedades, até por também terem apostado nessa aventura, é preciso! Vamos aguardar que não demora a termos algum dos nossos amigos postando suas aventuras, alegrias e observações ! Nada mais a fazer !- 105 respostas
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Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 24/25
Kid M respondeu ao tópico de Marcos Ide em Assuntos Gerais (água doce)
Recebi uma informação (a ser checada) que em SIRN está chovendo muito ! Até granizo já teria aparecido... (fato inédito)- 105 respostas
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Nível do Rio Negro em Barcelos - Temporada 24/25
Kid M respondeu ao tópico de Marcos Ide em Assuntos Gerais (água doce)
Seriam duas hipóteses para conter (ainda que um pouco) essa descida da água no rio Negro. Uma delas seriam boas chuva em São Gabriel da Cachoeira (e arredores) cujo fluxo de água se somaria ao que hoje já está acontecendo. Outra possibilidade seriam as águas abaixo de Barcelos receberem um incremento expressivo da bacia do rio Branco, que poderiam minimizar o volume de água já na descida... Na verdade mesmo, é esperar e improvisar no período de pesca. É muita água para "redirecionar" qualquer que seja o fluxo... Que possamos aproveitar esses dias na mágica Amazônia...- 105 respostas
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Indicação de regiões e operações no Pantanal
Kid M respondeu ao tópico de Fabricio.Passos em Assuntos Gerais (água doce)
Fabrício, Leva seu sogro para o Araguaia ! É verdade que tem um pouco de piranha (e onde deixa de ter?) e os botos perturbam as iscas de fundo. Existem diversas operações / Pousadas por lá ! O que comanda é saber se vão atrás de peixe de escama ou dos lisos... A região do rio Cristalino - perto da ilha do bananal é show SEMPRE. Temos ido com alguma frequência para a Pousada Asa Branca do Carlinhos ! Mas precisa indicar que a pescaria é na região de acesso do Cristalino. Muito tucunaré (pequenos e médios, mas dentro do perfil do local) Opção MUITO MELHOR que o Pantanal (Neste momento) Boa Sorte e SUCESSO ! -
Alguma novidade para temporada 2024?
Kid M respondeu ao tópico de Tammer Mendes em Assuntos Gerais (água doce)
Em 2023, foi a isca de hélice que usei no Rio Preto em SIRN Ganhei de presente do Sr Antonio Rech há tempos atrás... Sucesso total no embarque de bons exemplares ! Recomendo -
AMAZONIA !!!!!! ONDE E QUANDO VÃO NESTA TEMPORADA ?
Kid M respondeu ao tópico de Edson C. Martins em Assuntos Gerais (água doce)
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RIO XAVANTINHO - MT 2024
Kid M respondeu ao tópico de Guilherme Stival em Relatos de pescaria (água doce)
Valeu Guilherme, Pescaria com a família é sempre uma festa Certamente que essas lembranças serão efetivas, principalmente nas crianças ! Obrigado por compartilhar. Parabéns -
Seca na Amazônia em 2024 será pior que 2023.... será?...
Kid M respondeu ao tópico de Edmar Alves em Assuntos Gerais (água doce)
Recebi uma informação (fonte confiável) de que a chuva em cima de Barcelos, ao longo dos últimos 4 dias havia chegado à 200 mm, mas nem por isso o fluxo de descida do rio Negro havia se alterado ! Possivelmente por conta do sequeiro do rio Amazonas e sua consequente aceleração das águas vindo dos rios que despejam suas águas nas proximidades da região próxima de Manaus... Lembrando sempre que 200 mm de chuva em 4 dias é algo difícil de acontecer nessa época, mas nem assim houve alteração expressiva do ciclo de baixa das águas. Acredito que os mapas de acompanhamento das vazantes irão mostrar essa anomalia. Contudo, continuo otimista de que em meados de set / out os níveis das águas - a partir de Barcelos - vão possibilitar boas pescarias... -
A oferta dos operadores de pesca... para 2025!
Kid M respondeu ao tópico de Kid M em Sala do Bate Papo
Concordo com sua percepção Lucas Ampliam-se as ofertas, mesmo que de forma rústica e - muitas vezes - inadequadas A bem da verdade, os "novos operadores" estão em busca de uma melhoria nas suas opções de trabalho/grana. Vamos torcer para que exista uma acomodação entre as ofertas e as exigências dos grupos de pesca. -
Pois é, estou falando de 2025 mesmo ! Ainda nem fui em 2024, e as ofertas para o próximo ano estão aparecendo... Bem verdade que não se trata de "especulação", mas uma "discreta reserva de mercado". Entendo que os operadores precisam estabelecer um fluxo financeiro projetado para a temporada seguinte (e fazem isso muito bem). Contudo, ressalvadas as exceções, a disponibilidade de caixa sequer foram estabilizadas para 2024 e já tem cobrança (30%) por conta de 2025. Necessário destacar que surgem (cada vez mais) pontos de pesca em transição de se tornarem operações de pesca. Se há um segmento que aparenta não estar sendo pressionado pela arrecadação de impostos é a pesca esportiva (felizmente). A cada retorno à Amazônia, percebo que há uma transição bastante visível nos hábitos e costumes ribeirinhos na qualidade de vida (deles) Não há redução do extrativismo, mas sim uma composição agregadora de receita através das operações de pesca, seja no manejo e preservação. Uma das coisas que permanece ativa diz respeito à "posse" de áreas fluviais (área federal), onde os pseudo donos comercializam o acesso. Mas isso é papo para outra postagem. Quem já está cuidando da pescaria de 2025, deve ficar alerta para a época das chuvas, pois a meteorologia neste aspecto, vem apanhando... (mas contra "El Ninõ" e/ou "La Niña", é difícil tentar qualquer previsão...)
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Impossível alguém do Nordeste desconhecer essa festa ! Trata-se de algo tão (ou mais) expressivo que o Natal Época "sagrada" de retorno "ao interior", de volta pra casa... Momentos de muitos reencontros familiares "na roça". Fartura com os alimentos produzidos e colhidos (milho, amendoim...) Impossível deixar de ter música, sanfona, bumba e triângulo. Período também em que os grupos de forró de apresentam... Multidões que se divertem ao som das brincadeiras juninas. Certamente que o "licor" irriga a "friagem" da noite... Estejam todos convidados a conhecer e aproveitar a festa.